O ciclismo é considerado uma das melhores atividades para queimar calorias. Mas é preciso tomar certos cuidados para que o prazer não vire problema.
Se você é um esportista amador que usa a bicicleta para fazer trilhas em terrenos esburacados, arenosos, cheios de pedras, ou para percorrer as ruas da cidade, nem sempre bem conservadas, saiba se a sua “magrela” é a ideal para aquilo que você precisa, se a posição do selim (banco) e do guidão estão corretas, se a cadência das pedaladas está na velocidade ideal. Enfim, saiba como pedalar com segurança e da forma mais produtiva possível.
Além dos cuidados com a estrutura da bicicleta, os adeptos desse tipo de transporte têm de se preocupar também com o controle da freqüência cardíaca, com a hidratação e os alongamentos, cuja finalidade é evitar lesões naqueles que pedalam de maneira incorreta.
O ortopedista Alberto Sala Franco lembra que, além das fraturas causadas pelas quedas, as bicicletas podem provocar uma série de distúrbios. Entre os mais comuns, estão as dores no quadril, joelhos, estiramentos musculares e cãibras, entre outros.
“Esses distúrbios, em geral, são decorrentes da combinação de vários fatores, tais como tamanho inadequado da bicicleta, posicionamento incorreto do selim e do guidão, técnica errada ou deficiente ao pedalar e uso excessivo, entre outras”, explica.
De acordo com o ortopedista, a distância entre a virilha do ciclista e o tubo horizontal superior da bicicleta tem de ser de 7,5 centímetros, aproximadamente, quando se tratar de um modelo tipo “mountain bike”, mais indicada para o dia-a-dia. Se a bicicleta for do tipo “speed”, ideal para corridas, a distância é menor, em torno de 2,5 centímetros.
A altura do selim (banco), por sua vez, deve ser regulada da seguinte forma: sente na bicicleta parada com o calçado que irá pedalar. Ajuste a altura do selim com o pedal na posição mais baixa - o joelho tem de ficar levemente flexionado.
A posição correta do guidão se dá quando a distância entre a ponta do selim e o centro do guidão é a mesma entre a ponta do cotovelo e a ponta do terceiro dedo da mão. Nas bicicletas tipo “mountain bike”, a altura do guidão deve ficar cerca de cinco centímetros mais baixo que a altura do banco. Se for do tipo “speed”, a diferença tem de ser de dez centímetros, assim o corpo fica mais inclinado tornando menor a resistência provocada pelo atrito com o vento.
Quando a bicicleta estiver com seu tamanho correto, com o guidão e o selim devidamente regulados, ela estará pronta para ser usada. Mas antes de montar e sair andando é importante fazer alongamento e aquecimento. Segundo o ortopedista, os exercícios de alongamento são obrigatórios antes e depois de qualquer atividade física, pois previnem lesões musculares e cãibras, evitam dores musculares e aumentam a amplitude de movimento.
O alongamento deve começar de maneira suave, mantendo o músculo alongado e relaxado sem sentir desconforto ou dor em torno de 10 a 15 segundos. O procedimento deve ser repetido antes de iniciar o aquecimento. A finalidade do procedimento é a de aumentar a temperatura corpórea. Cada grau a mais, aumenta também o metabolismo celular do organismo, resultando na liberação mais rápida de oxigênio do sangue para os músculos e no aumento da predisposição psíquica à performance esportiva, o que dá aquela sensação de “garra”. O aquecimento deve levar de três a cinco minutos.
Tão importante quanto aquecer o corpo antes de uma atividade física é “esfriá-lo” depois. A melhor maneira de fazer isso é não parar de uma vez, mas diminuir o ritmo durante alguns minutos. Em seguida, recomenda-se fazer novamente os alongamentos. “Com isso, vamos evitar dores musculares, rigidez muscular, cãibras, sensação de fadiga e uma recuperação muscular mais rápida”, argumenta Franco.
Fique Esperto
Em dias quentes, use roupas leves, feitas com tecidos que facilitem a transpiração. Durante esse processo, o suor, ao ficar em contato com a pele, evapora fazendo com que haja uma perda de calor do corpo para o ambiente, controlando a temperatura interna do nosso corpo.
Exercícios intensos ou de longa duração em ambientes quentes aumentam a perda de líquido do corpo. Nessas circunstâncias, é importante ficar atento a alguns sinais de desidratação, como diminuição da performance, menor disposição, câimbras e até perda da coordenação motora. Para evitar tudo isso, é fundamental manter-se sempre hidratado.
Fique esperto com sua saúde, e boas pedaladas!
Fontes: Paulo Barone, JC Bauru, Pretamal
Angabikers
Uma aventura caipira sobre duas rodas
18.3.09
Pedalar é preciso
Marcadores: dicas
30.10.08
Angatuba a Ilha Comprida - 2007
Out / 2007
Foi marcada para as 22h do dia 11 de outubro p.p. a saída dos Angabikers rumo a Ilha Comprida neste 2º ano desta, já definitiva, viagem dos destemidos Angatubenses com destino ao litoral sul de São Paulo.
Na hora marcada estavam na praça central os aventureiros, seus famíliares, amigos e curiosos para a benção que o pároco local concederia a todos.
Após breves e comoventes palavras de incentivo, o padre concedeu a benção àqueles que romperiam estradas noite afora com o objetivo de percorrer os 170 quilometros do primeiro dia, iniciados na noite de quarta-para-quinta-feira até a cidade de Sete Barras que fica no pé-da-serra, já do lado de lá sentido litoral.
Sete Barras seria a parada final do 1º dia onde os ciclistas Angatubenses almoçariam e descansariam o resto da tarde, para depois seguir viagem, já na sexta-feira dia de nossa Senhora e completar os 270 km, passando ainda por Pariquera-açu e Iguape antes de chegar a seu destino final.
A saída foi lá pelas 22h30min. Primeiro obstáculo: nossa "respeitável" serra! Para qualquer "novato" já seria o suficiente para, na gíria ciclista, "o cara abrir o bico" e desistir. Claro! "de-cara" 5km de subida! Mas há quem diga que "subiu a serra vai prá qualquer lugar!"
Diferentemente de Pirapora do Bom Jesus que já está indo para seu 6º ano consecutivo em abril de 2008 p.f., a viagem a Ilha Comprida tornou-se o "must" das aventuras dos Angabikers, uma vez que trata-se de 270km a percorrer em dois dias pedalados, já em Pirapora, fazemos os 202km no dia.
Mas a adrenalina e o passeio em sí se tornam mais prazerosos rumo à Ilha Comprida, tendo em vista as paisagens encontradas nos 60km do Parque Carlos Botelho ("Pinto" como diriam os bikers). Também as variações de piso e situações diferenciadas já que pode-se dizer que são várias viagens:
1- até São Miguel Arcanjo - penoso, cansativo, entediante;
2- de São Miguel a Sete Barras (parada para descanso)a viagem se torna um colírio para os olhos em 70% e um sofrimento indescritível nos seus últimos 25km;
3- no segundo dia a viagem toma ares de festa já que os últimos 100km são de retas infindáveis, poucas subidas e "pé embaixo", que é o maior prazer aos ciclistas (andar "pesado");
4- o trecho final tem que ser destacado pois envolve pitadas de prazer, acúmulo de cansaço, estresse e o mais valoroso sentimento dos aventureiros, a realização! Pode-se dizer que a chegada "une a todos" num valor espiritual fantástico, pois cumula com a visita à Basílica de Iguape e coroa-se com um abraço fraterno entre todos, além é claro, da oração já tradicional em frente à basílica, este ano, aprimorada por um "grito de guerra" criado pelo nosso querido Ricardo Queiroz.
5- após chegarmos, seria penoso para mim descrever as aventuras, brincadeiras, palhaçadas, "cagadas", a bebedeira, os pernilongos, pois creio que faltariam palavras, e espaço neste site. Até a próxima!!
Monstro - Angabikers - Angatuba, SP - out/2007
Marcadores: 2007, Ilha Comprida, viagens
Historia da bicicleta
O homem, desde os primórdios, sempre buscou maneiras de se locomover com mais rapidez e eficácia. Documentos datados dos séculos 15 e 16 foram os primeiros que mostraram esboços de um veículo de duas rodas movido à força humana. Um dos projetos mais notáveis para esta tal máquina foi do artista e inventor Leonardo da Vinci. Ele registrou em seu livro um conceito de transmissão de força por correntes.Mas a bicicleta só tomou forma em 1790. O conde francês Méde de Sivrac construiu o primeiro veículo de duas rodas utilizando tal conceito, chamado celerífero – uma derivação das palavras celer (rápido) e fero (transporte) da linguagem latim. Esta era uma máquina em que as rodas eram ligadas por uma trave de madeira e movida por impulsos alternados dos pés sobre o chão.O barão alemão Karl Friedrich von Drais apresentou, em 1816, a Draisiana, uma evolução do celerífero, já que recebeu uma direção adaptada. Von Drais, em sua nova invenção, percorreu as cidades francesas de Beaun e Dijon, registrando uma média de 15 km/h. Esse foi o primeiro recorde ciclístico da história. Quatro anos depois, o escocês Kikpatrick McMillan adaptou ao eixo traseiro da Draisiana duas bielas, ligadas por barras de ferro e que funcionavam como um pistão, acionadas pelos pés – como é o pedal hoje, mas que só foi inventando em 1855, pelo francês Ernest Michaux. Assim, as rodas traseiras podiam girar, possibilitando ao condutor tirar os pés do chão para movimentar o veículo. A nova adaptação de McMillan foi considerada como o início do conceito de bicicleta.
texto: Daniel Bolsa - Prologo-UOL (colhido no site da Bike Sul Bicicletas e Serviços Ltda)
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